quinta-feira, 19 de junho de 2014

A Vista vista por todos os olhares

Na curva da rua
Esmero percorrer
andar impreciso
correr, morrer.

visão turva, o que preciso?
ainda sofro, olhares obtusos
indiscretos, sinceros
me fixam, me disfarçam
escondo-me entre eles, e agora ?
será que me veem ? e mesmo olhar,
agora podem me vê? nesse vaguear
podem me sentir a chegada?
partir, voar, sumir, entre abismos
entrar e sair de labirintos, ora
incertos ora precisos, necessito deles
as vezes imprevistos, nunca mal vistos
me revolvo, não entendo
interpreto e sou bem recebido
aquele sorriso indeciso.

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